27 Jul
Trilha Usina Aliança – Fase III – 26/07/2008
Participantes:
Fred e Guerreiro - Jeep
Cap Gay e Zé Colméia – Jeep
Elevador e Ivonete – Jeep
Jairão – Toyota Bandeirante
Penélope e Jack Lecler - Jeep
Pitu e Helicóptero - Troller
Joaninha e Kalunga - Jeep
Chave de Mangue e Enzima - Jeep
Nos encontramos no Posto Nota 1.000 e partimos por volta das 9:00 Horas
Exceto Chave de Mangue e Enzima que ficaram de nos encontrar na entrada da trilha.
Logo no primeiro obstáculo muita lama e várias tentativas.
Como foi sua primeira trilha, Penélope encontrou um pouco de dificuldades até pegar o jeito de transpor o obstáculo de lama. Algumas tentativas frustradas já era uma expert
Contamos também com nosso amigo Joaninha que acabara de adquirir seu Jeep e demonstrava certo receio de extrair todo o potencial de seu CJ5. Acabou ficando atolado.
Esta não seria a primeira vez que isto aconteceria e nem seria o único a atolar.
Após algumas “palavras de incentivo”, Joaninha descobriu que o equipamento que possuía era muito mais capaz do que ele imaginava.
A esta altura, Chave de Mangue e Enzima se uniram ao restante do grupo, prosseguimos nossa aventura.
Durante todo o percurso nos deparamos com diversos atoleiros quase intransponíveis, porém com muita perseverança e um alto espírito de equipe vencemos cada dificuldade que fora aparecendo.
Em determinado momento a dificuldade de passar pelo caminho já existente foi tamanha que existiu a necessidade de trilharmos um novo caminho, onde nosso amigo Pitu se encarregou de criar uma nova alternativa de percurso e que carinhosamente a batizamos de Avenida Pitu.
A cada obstáculo vencido novos outros surgiam e com dificuldade ainda maior.
Diante de tantas dificuldades algo inusitado aconteceu. Percebemos que Cap Gay transportava
Resultado de uma fatalidade acontecida devido ao esforço excessivo exercido pelo seu Jeep na tentativa de promover uma ancoragem para que pudéssemos resgatar Jairão e sua Toyota Bandeirante que se encontravam em uma situação bastante profunda.
Fatalidade a parte, prosseguimos caminho.
A noite caiu e Penélope alegando não estar munida de lentes corretivas (óculos) passou a direção para o seu Zequinha, pois não estava enxergando bem para conduzir seu Jeep.
Que Perigo!
Daí para frente tivemos certeza que o mais próximo que o Zequinha pode chegar do volante é o banco do passageiro. Com 30 minutos de direção já havia amassado os dois paralamas do Jeep.
E saibam que a aventura ainda estava longe de acabar…
…Até que um momento de intensa tristeza tomou conta do grupo ao recebermos a notícia que a caixa de transferência do Jeep de Cap Gay havia apresentado defeito.
Decidimos abortar a trilha uma vez que já sabíamos o grau de dificuldade dos obstáculos e que mais a frente às dificuldades seriam muito piores tendo que transpor efetuando um reboque.
A volta também não foi fácil…
Todos os atoleiros que já havíamos passado seriam mais difíceis levando um Jeep impossibilitado de tracionar.
Sem contar com os imprevistos que se desencadearam após este fatídico acontecimento.
Radiador estourado pela paleta de refrigeração do Jeep de Penélope (conduzido pelo Zequinha). O problema foi resolvido com um transplante de radiador retirado do Jeep de Cap Gay.
Depois foi a vez da Toyota de Jairão que apresentou problemas na correia que ligava a bomba d’água, alternador e bomba hidráulica.
Foi parcialmente contornado com a instalação de uma correia um pouco menor que impossibilitou a ligação do alternador, porém não impediu que déssemos prosseguimento.
Após grandes dificuldades em retornar por todos os obstáculos já vencidos e desta vez rebocando um Jeep, chegamos ao final (mesmo local por onde iniciamos) da trilha onde constatamos que o Jeep de Chave de Mangue apresentava um falhamento grande, impossibilitando de prosseguir viagem desta vez através da Rodovia com destino a Salvador.
A solução foi acoplarmos no Jeep de Joaninha e proceder ao reboque de mais um.
Constatamos também que o meu Jeep (Fred) havia estourado o retentor da caixa de direção, ficando apenas com a direção mecânica.
Até então sem nenhum problema em prosseguirmos viagem. Porém com a despressurizarão do sistema hidráulico as rodas abanavam muito ao ultrapassar a velocidade de
Após uma tentativa frustrada de efetuarmos mais um reboque que poderia causar um acidente, pois a oscilação era transferida para outro Jeep.
A solução foi efetuarmos a viagem a
Após 3 Horas chegamos a Salvador, cansados, sujos, com alguns problemas, mas satisfeitos por termos desfrutado de uma bela aventura em companhia de verdadeiros amigos.
By Fred Mineiro
21 Jul
JEEPEIROS E PROPRIETÁRIOS DE JIPE
Nós poderíamos – como imaginávamos na sexta-feira e como sempre fizemos ao final de qualquer trilha ou passeio com nossas resenhas no site- estar aqui escrevendo para ressaltar o sucesso do 5º Encontro Suzukinet, realizado em Praia do Forte neste final de semana, para onde fomos com uma galera do Terrible4×4 representando os velhos e bons jeeps Ford e Willys, verdadeiros ícones da indústria automobilística e do 4×4 nacionais, porém, fomos surpreendidos…
No resto do nosso país, quem gosta de 4×4, trilha, lama e natureza, admira e utiliza o jeep sem preconceito, sabendo que está preservando uma parcela da história do automóvel no Brasil e fomentando o verdadeiro espírito jeepeiro, de união, companheirismo e simplicidade, não por acaso o lema do nosso clube de Jeep. Já sabemos de outras trilhas que aqui na Bahia a estória é diferente, pois é muito fácil dizer que foi fazer uma “trilha”, ligando o ar-condicionando, atrás de vidros filmados e, como já presenciamos, saltar de um veículo último modelo, de mocassins e bermuda branca, reclamando que não poderia usar o guincho pois iria forçá-lo… e depois voltar pra casa todo arrumadinho. Assim, os velhos guerreiros foram relegados ao esquecimento durante anos até a criação do Terrible4×4, o criamos porque tínhamos a consciência de que, diante de algumas peculiaridades de um veículo com mais de 60 anos de projetado, nossos passeios e trilhas são feito em ritmo mais lento, porém, não menos gostoso e divertido, apesar das piadinhas de mau gosto e dos olhares desconfiados de alguns “proprietários de jipes”, que nunca sentiram o sacolejo e a satisfação de andar num Jeep de verdade.
Pois é… ainda assim, fomos surpreendidos, pois ao chegar no primeiro obstáculo de lama de uma trilha pela praia de Subaúma, no sábado, pudemos comprovar o nível de companheirismo de alguns “praticantes de off road”, pois um jeepeiro de verdade não deixa outro na lama, esquecido, enquanto está desatolando um outro, que chegou depois, só porque o primeiro é um Jeep!! Precisando que um outro Jeep atravessasse o atoleiro para poder puxá-lo.
Tudo bem que a organização do evento informou que, a partir dali, em virtude do horário, os participantes estariam por sua conta e risco e quem desejasse passar para as dunas, do outro lado do atoleiro, só poderia retornar depois das 20 horas… mas, em hipótese alguma, pessoas que não eram da organização poderiam se achar “donas da trilha” e impedir a passagem dos jeeps postando-se à frente do atoleiro, como fez um também conhecido “velho jipeiro” e conclamando outros que já estavam do lado das dunas a não puxarem os veículos que se encontravam atolados… nós, terribles, é que tivemos que puxar estes jipes pra trás, pois senão ficariam atolados sabe-se lá até quando. Puxamos sim, mesmo se tratando de alguns 4×4 mais modernos e que muitos deles sequer conhecemos os proprietários. Porém, fizemos jus ao lema do nosso clube, praticar o companheirismo e a solidariedade e ao contrário de muitos que lá se encontravam somos incapazes de deixar outro Jeepeiro sozinho em situação difícil, mesmo com nossas “velhas” e “arcaicas” máquinas, como muitos dizem.
Ainda que houvesse a “proibição” de passar para o outro lado, rssss, só rindo mesmo dessa situação ridícula, , achamos que o “pau que dá em Chico tem que dar em Francisco”, mas aí, surge um “proprietário de jipe” (que inclusive se diz jipeiro velho de longa data), atravessa a fila de carros, quase atropelando dois companheiros do Terrible 4×4 e se dirige ao atoleiro e, solenemente, atola todo seu jipe… aí, pasmem, o mesmo grupo que se negava a auxiliar os jipes na lama, rapidamente coloca a cinta no veículo desse “velho jipeiro” e o puxam para o lado das dunas… aí ficamos, nós terribles e todas os outros veículos que não haviam passado pelo atoleiro, inclusive de outros Estados, sem entender o porque do desigual tratamento.
Ao final de toda essa palhaçada instalada num simples atoleiro (inclusive depois da confusão instalada, a organização resolveu abortar a trilha e retornar), onde apenas uma pequena dose de bom senso, companheirismo e união, junto com algumas cintas e guinchos, resolveria o problema, voltamos pela praia para Subaúma e curtimos nosso passeio de jeep em um grupo mais coeso, que tenta preservar não só a história do jeep, mas também a união, o companheirismo e a simplicidade típicas dos verdadeiros jeepeiros, pois ser “proprietário de jipe” é muito mais fácil. Se o passeio foi estressante pra nós que, já conhecemos esses “problemas”, imagine para os participantes de outros Estados que presenciaram, ao vivo e em cores, uma exemplar falta de companheirismo e união nas trilhas da Bahia.
Continuaremos participando de todos os eventos, com nossa bandeira, nossas brincadeiras, em nosso ritmo e torcendo para que, ao invés dos nossos jeeps, esses “proprietários de jipe” é que sejam discriminados, enquanto não consigam entender que existe espaço para todos, sem a necessidade de levar para as trilhas seus recalques e problemas…
By Cap Gay
12 Jul
Tirlha Usina Aliança fase 2 – 12/07/2008
Participantes:
Fred e Guerreiro
Enzima e Dani
Homem de Vidro e Panterinha
Marcamos de nos encontrarmos no Posto Nota 1.000 às 8:00 horas da manhã.
Mera ilusão. Antes de sairmos o carro de Enzima apresentou problemas, estourou o rolamento na BR 324.
Como somos persistentes, ou teimosos, fizemos os devidos reparos e conseguimos sair por volta das 12:30 horas.
Encontramos Homem de Vidro e Panterinha que nos aguardavam desde às 8:00 da Manhã.
Prosseguimos para a trilha…
Após algumas paradas para resfriarmos o carro de Homem de Vidro, conseguimos chegar até a usina Aliança.
São Pedro contribuiu bastante durante a semana nos enviando chuva em abundância, e para não ser diferente iniciamos a trilha sob chuva intensa.
Logo no início, pudemos ter a certeza que seria uma trilha e tanto repleta de dificuldades e com muita lama.
Vencemos alguns atoleiros até nos depararmos com um local onde nossos companheiros Euler, Pitu, Coqueirinho, Pulga e JP haviam deixado o terreno em estado crítico desde a semana passada.
Enzima tentou várias vezes até conseguir passar o lamaçal, logo em seguida várias tentativas de Homem de Vidro até conseguir.
Ficou o bagaço para mim, que após várias tentativas fiquei atolado.
Fui resgatado por Homem de Vidro, que durante o resgate pode perceber um estranho barulho no diferencial dianteiro do Engesa.
Prosseguimos a diante, mais alguns atoleiros e meu Jeep literalmente parou!!!
Não por causa do atoleiro, mas por ter quebrado os dois cardãs .
Isto mesmo, os dois cardãs!!!
Fim de trilha para mim!
Resolvemos voltar, quando constatamos que o barulho estranho no Engesa de Homem de Vidro tinha sido o diferencial avariado.
Com apenas o Jeep de Enzima para fazer o meu resgate, a tarefa se tornou um tanto quanto árdua, até que nos deparamos com uma subida bastante escorregadia que não conseguimos vencer.
A solução foi acionar algum companheiro para que pudesse fazer o resgate.
Panterinha ligou para Chico Pantera que plenamente se dispôs a ir executar o salvamento.
Até a chegada de Chico, o jeito foi degustarmos um bom frango com farofa e tomarmos refrigerante, afinal a Lei Seca vetou a presença da nossa velha e boa companheira cervejinha.
Após o nosso lanchinho e muita besteira declamada, pudemos avistar Chico com sua Hilux SW4, Bombom com um Troller e uma equipe para nos resgatar.
Após a retirada do meu Jeep, foi a vez de desatolar o Engesa de Homem de Vidro.
Resgate executado, foi hora de retornarmos para Salvador, onde fui puxado por Chico e sua SW4.
Apesar das dificuldades da trilha, voltamos mais leves para a capital, principalmente por estarem faltando os dois cardãs.
Nossos sinceros agradecimentos à Chico, Bombom e Panterinha.
By Fred Mineiro
5 Jul

Foi realizado no sábado a melhor trilha do ano, Trilha da Usina Aliança, com os seguintes participantes: Todo Duro c/ Leo - CJ5, Pulga c/ Henri - CJ5, Coqueirinho - CJ5, JP - Samurai e Pitu c/ Ivan e outro amigo - Troller. Para não perder o costume de sair com o veículo totalmente revisado, atrasei dessa vez a saída da trilha em 01:30 h rsrsrsrsrs. Saímos do Posto Nota 1000 / Rei da Pamonha, por volta das 09:30, direto para Usina Aliança. Para ter uma idéia, poucos metros do início da trilha fiquei preso na lama, onde tive o apoio de Pulga para sair. Para vencer esse trecho tive que exigir todo o potencial do motor, Pulga também passou, JP e Coqueirinho precisou ser puxado e Pitu com o seu Troller 100% blocado passou. Para vc´s entenderem, a trilha toda estava com pegada de animal e em cada pegada tinha água. O problema maior era nos trechos com aclive (subida). Em alguns momentos, fizemos rotas alternativas (derrubando a mata fechada com o jeep), para conseguir transpor esse aclives. Momentos esses de pura adrenalina, imagine abrir caminho sem enxergar nada, só mato para todo lado. Na passagem dos rios, só conseguimos transpor com os guinchos de Pulga e Pitu. Equipamento obrigatório para quem pensar em fazer essa trilha. No primeiro rio, Pulga foi o primeiro a tentar passar, onde usamos o guincho para subir o outro lado rio, depois foi a vez de JP, a minha vez, Coqueirinho e Pitu. Na minha vez foi pior, na ora de passar no rio, fiquei preso bem no leito. No segundo rio todos também passaram com ajuda do guincho. Equipamentos esses, onde, toda vez que foram exigidos, foram usados com extrema técnica e segurança. Chegamos no trecho de grama depois do segundo rio por volta das 15:00 h, onde foi traçado as galináceas, farofas e outras iguarias apetitosas. Para quem pensava que estava tudo acabado, e que, até Santo Amaro era uma questão de minutos, belo engano. Esse segundo trecho também estava muito pesado e com muito esforço chegamos
By Euler