TERRA NOVA – ANIVERSÁRIO DE OLGUINHA

Saímos por volta das 9 horas do Posto Nota 1000 num total de nove carros.

Presentes:

Penélope e Jack Le Clair

Siri e Gandhi

Patricinha e Mauricinho

Débora e Xuparino

Pulga e Tati (Todos concluímos que quem acompanha PULGA só pode ser LÊNDEA) então corrigindo, Pulga e Lêndea.

Gordura e Aguarino

Salomé e Tanajura

Coqueirinho e Guerreiro

Jairão e Meligene

Como podem notar, a ala feminina é crescente a cada evento.

Estreantes do dia: Patricinha, Lêndea e Tanajura, o aeromoço dos Terribles (prestando serviço de comissário de bordo).

Após uma saída tranqüila e tempo firme a primeira parada foi no Posto de Terra Nova, onde paramos para aguardar Salomé e Jairão providenciarem os combustíveis que faltavam; cerveja e a famosa Talagada que seria muito útil mais tarde. Enquanto isso Jailson efetuava um pequeno aperto no pivô da suspensão do carro de Pulga.

 Para felicidade de todos, logo no início da trilha, ao contrário do que “alguns” pensavam nos deparamos com muuuuita laaama !

Após alguns obstáculos vencidos por todos, a trilha começava a ficar mais pesada e o primeiro a atolar foi Jairão, sendo prontamente socorrido por Pulga. No obstáculo seguinte Salomé estourou a tração/redução tendo que seguir 4X2, depois foi a vez de Gandhi, ambos rebocado por mim (adorei a experiência!!!). Daí pra frente foi uma sucessão de atoleiros.

A lama estava tão pesada que tinha até vaca atolada, nem os moradores da região que passavam montados a cavalo conduzindo o gado, conseguiam andar pela estrada, eram obrigados a andar pelo canavial à margem. Como vocês podem ver pelas fotos nosso companheiro Coqueirinho teve que pegar carona na garupa de um burro para poder transitar entre os carros. Essa carona seria muito bem recompensada mais tarde.

Diante de tanta lama, enquanto eu abria um novo caminho em meio ao canavial, Mauricinho tratava de puxar Salomé para podermos nos juntar ao comboio. Coqueirinho, Xuparino e Gordura providenciavam a retirada de Gandhi e Jairão mais uma vez. Pulga teve que trocar a correia do alternador do seu Jeep.

Mesmo após saquearmos as goiabeiras apinhadas, a fome aumentava e precisávamos encontrar um lugar aprazível para realizarmos o churrasco de aniversário.

Agora foi a minha vez, que após várias tentativas de subir uma ladeira, meu carro ferveu e fui socorrida pelo guincho de Jairão.

Depois de sanada as dificuldades, Xuparino puxando o comboio conseguiu a façanha de atolar numa descida e o tão desejado churrasco já tava virando lenda. Jairão pra completar, só de pirraça, também atolou mais duas vezes sendo necessário o retorno de Mauricinho, Gordura e Coqueirinho para mais um resgate.

Ufa!!! Já às 16 horas, encontramos,ao lado de uma cancela, uma clareira pra armarmos o boteco (churrascaria).

O dono da churrascaria, Gordura, providenciou acender logo o fogo na sua churrasqueira inox, servindo como entrada uma deliciosa galinha assada, devorada em segundos, Pulga e Lêndea cuidavam dos espetinhos, Jairão, Aguarino, Salomé, entre outros já começavam a se esquentar com a Talagada, Coqueirinho e Meligene recolhiam todo o lixo da festa depositando gentilmente no Bólido de Mauricinho, enquanto eu, Sônia, Débora e Siri servíamos o menu de acompanhamentos variados: farofa de alho, feijão tropeiro, salada de batata, vinagrete com tomate cereja, cebola na brasa, servidos em pratinhos e talheres descartáveis. A fome era tanta que mal se esperavam os espetinhos de kafta, coração, calabresa e carne ficarem ao ponto e como todo aniversário de criança tivemos direito a bombons e chocolates de sobremesa.

A integração dos Terribles com o ambiente e os moradores locais era tamanha, que Salomé oferecia uma dose de branquinha aos passantes. Nem a chuva que começava a cair foi capaz de diminuir nosso entusiasmo, nos dando mais disposição para enfrentarmos a segunda etapa da trilha noturna.

Com Xuparino e Débora abrindo o comboio, seguimos na estrada rumo a São Sebastião do Passé encontrando pela frente trechos de subidas e descidas, algumas erosões e pedaços ainda de muita lama. O carro de Salomé furou o filtro de óleo, e pra não perder a tradição, meu Zequinha, quebrou o rolamento do diferencial dianteiro do Catarrinho deixando-o 4X2, onde numa subida mais íngreme, atolada, fui prontamente puxada por Pulga e Lêndea, Coqueirinho ficou sem bateria e Gandhi e Salomé deram mais uma atoladinha. Nesse ponto, alguns bólidos já sinalizavam a necessidade de combustível.

Apesar de tudo, com todos rodando seguimos pela estrada, saldados pelos moradores locais e conduzidos por Xuparino e Salomé, que estavam totalmente perdidos, teoricamente continuamos rumo a São Sebastião do Passé, com Lêndia já cansada de tanto fechar cancela.

Infelizmente terminamos o percurso de barro, porém felizmente com todos rodando chegamos ao centro de São Sebastião do Passé à procura de um posto de combustível, mas que devido ao horário avançado, pois já passavam das 20 horas, estavam todos fechados. Conseguimos em caráter de exceção para os Terribles a reabertura de um deles.

Aproveitamos para trocar o filtro de óleo do carro de Salomé e no momento da partida o carro de Jairão quebrou o cabo do acelerador. Era o motivo que precisávamos para recomeçar a festa.

Enquanto Guerreiro providenciava a substituição do cabo, em meio às bombas de combustível, armamos novamente o boteco com direito a Talagada para aquecer alguns, um catado de lanches, muitas risadas e até serenada (Tema do Titanic) de Coqueirinho, Meligene e a grande revelação do compositor dos Terribles Tanajura para embalar o “sono animado” de Gandhi e Siri de vidro embaçado.

Com a ajuda inestimável de Pulga pra resolver o problema de Jairão, levantamos acampamento rumo a Salvador.

Apesar da chuva forte, chegamos em paz, com todos rodando, de alma lavada, já com saudades desta e desejo da próxima.

 

By Olga Ponte - Penélope