28 Set
Camaçari, 19 de Setembro de 2009
Posto EcoVida, na entrada de Busca Vida, foi o ponto de encontro deste evento, que contou com muitos veículos, mas apenas três do nosso clube, a Band de Arroto com seu filho Refluxo, os Jeep´s de Paiakam com sua esposa B.S. e o de Mauricinho. Próximo de 09h00minh, saímos em direção ao centro de Camaçari, onde nos foi servido um saboroso café da manhã. Saímos em carreata pelo centro da cidade, para depois, seguir em direção ao inicio da trilha. Dois Zequinhas pegaram carona com Mauricinho, Olguinha e o Zeca Seca do Sávio. Nunca deixe o Jack elogiar nada seu, os dois foram convidados para ir na confortável Toyota amarela, mas os ditos cujos se recusaram, alegando que o “Boiolão Verde” do colega era mais confiável, pois nunca tinha atolado, mas adiante vocês verão o que aconteceu. Toucinho e Diarreia, também estavam de carona com a galera. Washito se fez presente, testando um Willys, e como sempre, prestativo nas dificuldades alheias.
Entramos na trilha, e muita poeira acompanhou o grupo. Não tardou a aparecer o primeiro obstáculo, um lamaçal enorme, atolou Troller, L200, Band, Land Rover, Vitara e trator se aparecesse, atolava também. Ficamos no rabo da gata, especulando e fazendo cálculos, de como atravessar aquele lodo. Reunidos, decidimos ariscar , tinha um caminho alternativo, mas qual a graça de não encarar o desafio. Ficou para Arroto se aventurar primeiro, palavras de incentivos foram ditas, do tipo: vai lá Arrotinho, engata a reduzida, pisa 20º no acelerador, tangencie aquele monte merda e etc, a Band pulava mais que mula dando coice, quando parecia que o percurso seria vencido, afundou sem dó nem compaixão. Era vez do inatólavel Jeep verde, que veio rasgando o pântano, e de repente ficou todo atoladinho, fazendo companhia ao outro Terrible no limbo. Mauricinho foi resgatado primeiro, a Band deu entrada de ar, devido o copinho do pré filtro de Diesel ter rachado na passagem. Uma Troller e um Engesa foram necessários para tirar do obstáculo. Paiakam foi o último a arriscar o trecho, mas não teve jeito, afundou no charco, e ainda quebrou duas pás da hélice do radiador. O cara tava desolado, com uma fisionomia de quem pergunta: Onde fui amarrar minha égua? E a Band? Para continuar a trilha, foi necessário colocado uma camisinha, isso mesmo uma camisinha no copinho do filtro.
Sávio, para não molhar suas sapatilhas, pegou carona no estribo da Band. Arroto, depois do xaveco anterior, não quis arriscar e pisou fundo para atravessar uma laminha, resultado: O Zeca deu um salto, pisou novamente no estribo, deu outro salto e caiu de buzanfa na lama. Em seguida, veio uma pirambeira, de quase 90º, que atravessamos sem problemas. Um maluco deu um salto mortal no cume desta duna, tropeçou, virou bolinho de estudante e acho que deve esta rolando ladeira abaixo até hoje.
O terceiro grande obstáculo chegou, outra planície encharcada. No local uma Troller tinha atolado, a que foi no seu resgate também ficou, uma outra que foi ajudar se ferrou, mais uma apareceu e adivinha o que aconteceu? Quatro Troller´s ligadas pelos cordões umbilicais das cintas. Deu um trabalhão desembaraçar aquela suruba motorizada. Arroto foi chamado para socorrer com o guincho, a Band de Lampião, só no estacionar, o Terrible atolou o carro. Lampião já tinha sido socorrido, quando foi a vez de Papai Noel se enroscar, Arroto tira o velhinho do sufoco com o guincho, tentou passar pelo trecho e também ficou. Foi salvo por um Troller de um colega Free, que fez de sua viatura, um ponto de ancoragem para o guincho da Toyota. Mauricinho, achando que o olho do seca pimenteira não ia mais atuar, tentou passar pelo trecho, e ficou no charco, teve que ser resgatado e encontrou outro lugar para passar. O ex-inatólavel, tava patinando até em cuspe, é bem verdade que ele estava sem os pneus titulares. Paiakam, ainda não totalmente refeito do susto, não arriscou e procurou um lugar mais enxuto para atravessar. Este trecho tinha a maior quantidade de Jeep´s atolados por metro quadrado que eu já vi, teve um Samurai que quebrou a barra de direção, e ficou para ser resgatado no final do dia.
Seguimos adiante e ficamos perdidos, rodando em círculos pelo descampado, quando vimos outras viaturas vindas em nosso encontro. Constatamos que estavam piores que nós, pedimos ajuda pelo rádio, uma moto que seguia o comboio, veio em nosso socorro. Logo o 4º obstáculo aparece, um aclive acentuado e com piso fofo, deixou muito Jeep patinando no areal. Tinha um by pass, e resolvemos passar por ele. Lembra do que foi falado sobre o Zeca Seca, um Vitarinha branco foi motivo de eloqüentes elogios do carcará, o resultado foi que o pobre veículo virou no by pass, foi mais o susto, ninguém teve nada, e os colegas tiraram o carro do buraco. A noite já tinha se apoderado do ambiente, quando resolvemos retornar, o final do dia terminou no Beach Stop, regado a cerveja, pastel de camarão, carne do sol, escondidinho e lasanha.
No dia seguinte, o in door foi um espetáculo, parabéns a Jairinho com seu velho guerreiro a Xuparino, que voou baixo com sua ferrugem ambulante, a Cacá, que mesmo sem o seu Troller titular deu show, a Jairão que está confiante de levar um caneco no campeonato, a família Lagosta, que colocou pai e filha para competir(as línguas ferinas estão dizendo que a Lagostinha corre melhor que o véio). Terminado a competição, a galera se dirigiu para o aniversário de Ghandi, que foi regado a “carurivis” e muita alegria. E assim mais um fim de semana com trilha foi terminando, esperamos que na próxima, os Terribles se façam mais presentes, os companheiros do Free Road foram sensacionais, nos deram todo apoio, mas vocês fizeram falta, muita falta.
Sds, Arroto.