Trilha dos Perdidos-II

  Trilha dos Perdidos -II Camaçari, o Retorno

   As 10h30min foi o horário que saímos do posto Ecovida em Busca Vida, o previsto era 09h00min, mas um Jeep amarelo foi o responsável pelo atraso, não foi o de Olguinha, ela e Sávio não foram desta vez, Pescocinho foi trocar os pneus da viatura e atrasou o comboio. Saímos inicialmente com 4 carros, Arroto e Refluxo na Band, Fred com seu Zequinha de estimação (Zé Colméia), Gordura e Pescocinho. O carro de Luedy apresentou problemas no carburador, paramos em um posto na Parafuso, Gordura sanou o problema depois de quase desmontar todo o carro do colega. Ao chegarmos ao Hospital Geral de Camaçari, Zú-1 (sem Zú-2) com 2 colegas de Zequinhas, se juntam ao grupo

     Por volta de 11h40min, entramos na trilha, foi lama do começo ao fim, é bem verdade que não estava igual às trilhas do ano passado, mas lama é lama e nossos possantes estavam com saudades do lodo. Zú ao ver um charco, achou que seu JPX era submarino e enfiou o 4×4 no lago, teve que ser resgatado por Gordura, saiu uns 1.000 litros de água de dentro do “J”, a farofa que estava no piso do carro, virou pirão. O primeiro obstáculo já era um velho conhecido nosso, Arroto nem se arriscou, baypassou o trecho e posicionou seu carro para guinchar os demais. Fred foi o primeiro a tentar, não deu outra, a lama chegou até o farol direito, Zé Colméia teve que sair pela janela do Troller. O segundo a ir pro brejo foi Zú, seguido de Gordura e depois por Pescocinho, todos tiveram que ser puxados pelo guincho. Neste ínterim, Gustavo tropeçou no pântano e ralou a “buzanfa” no para choque do Jeep amarelo, o pior foi ele ficar mostrando o machucado para todos, cena esquisita. Arroto ficou achando que era o tal, foi passar em por uma pocinha, deu xaveco e ficou atolado, Zú fez o resgate com cinta.

     Zú tinha levado um “Guri de teste”, o moleque entrava em tudo que era charco sem medo de ser feliz, mesmo que afogado. Em um determinado trecho, uma lagoa se formou, o pirralho entrou na água e quase teve que se puxado por cinta, devido à profundidade e o lodo. Não passamos por este obstáculo, tivemos que fazer outro caminho e ai aproveitamos para uma cessão de fotos e tirar a barriga da miséria.

     Chegamos a uma planície, e à sua frente umas dunas, onde Zú tentou subir sem êxito nas primeiras tentativas, só consegui depois de esvaziar os pneus. Fred subiu tranqüilo, seu carro ta animal, ninguém sabe até quando, mas fez bonito. Arroto e Pescocinho fez esta escalada por uma ladeira menos íngreme. No topo, tínhamos duas opções, com e sem emoção, preferimos a primeira e quase Arroto capota o carro, num ladeirão de quase 90º. O marinheiro de primeira viagem Luedy não quis ariscar e desceu por outro local, os demais optaram pela adrenalina.

    Seguindo adiante, deparamos com uma pirambeira onde o batimento cardíaco foi para VDO, mas passamos sem contratempo. Finalmente chegamos no “Atoleiro do Ladrão”, onde em 2009 Fred se escondeu no porta luvas do cargo. A situação não estava tão crítica como no passado, pois tinha pontos que podiam ser atravessados com pouca dificuldade e ainda estava claro. Só Arroto e Fred procuraram encrenca, atolaram e foram resgatados pelos colegas. Para finalizar o evento, atravessamos uma fazenda, para chegarmos à estrada de barro e dali em direção a pista principal.

     No final da trilha, notamos que Jeep de Gordura estava com vazamento pela caixa de redução, ligamos para Pulga que nos orientou a levar o veiculo à sede da Aspil e utilizar as ferramentas necessárias para sanar o problema. Durante este tempo na sede da empresa, apareceu um objeto voador não identificado, uns achavam que era um morcego outros diziam ser o “ET de Varginha”, mas na verdade era uma barata transgênica, maior que a palma de uma mão, para ser daquela tamanho, a doidona deve fumar resíduos petroquímicos.

     Sanado o problema, seguimos aos nossos respectivos lares. Esta trilha podia ser chamada dos “Ex- Perdidos”. Arroto entregou o GPS para Refluxo, e assim, seguindo suas orientações, não tivemos problemas na localização do percurso. Depois de vários meses sem lama, foi muito gratificante voltar ao convívio da galera no meio do nada. Esperamos que outro evento não demore, e que tenhamos um quórum maior, pois quanto mais Terribles, maiores são as emoções.

 

Sds, Arroto

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